Bacaroço

Sorocaba: cidade caroço. Macondo perdida no século XXI. Governada há séculos por caçadores de índios, pervertidos e tucanos em geral. Discussão sobre os problemas da cidade, para mudá-la radicalmente - agora confrontarão-se com o Caroço. Parte dura de certos frutos, que engasga. E contém a semente. Semente do futuro. Ou apenas sêmen desperdiçado.

Pedro Samuel, meu apoio, minha solidariedade…

Pedro Samuel é Presidente do Sindicado dos Servidores Públicos Municipais de Pilar do Sul, Tapiraí, São Miguel Arcanjo e Sarapuí.

Tive a honra, o privilégio e o prazer de conhecê-lo, anos atrás, em virtude meu ativismo político. À época, Pedro se dedicava a organizar o Sindicato, recém criado. Disciplinado, focado, comprometido. Nunca soube de qualquer desvio de conduta.

De lá para cá, convivo regularmente com o Pedro. Sei onde mora, conheço seus filhos. Veio, inclusive, até Sorocaba, almoçar comigo, em casa, várias vezes.

Comprometido com sua cidade, Pilar do Sul, foi o principal articulador da vinda de uma Creche, financiada pelo Governo Federal, em parceria com o Município. Eu disse principal articulador! 

Soube, através das redes sociais, que Pedro reagiu protestando ao que chamou de assédio moral e perseguição política, em virtude de sua atuação sindical. Causa-me muita estranheza que, em pleno ano eleitoral, o principal líder do Sindicato dos Servidores seja convocado a voltar para suas tarefas, trazendo como consequência prejuízo à organização dos servidores municipais, especialmente no que concerne à reivindicação de direitos, ficando privado de sua atuação sindical.

Assim, manifesto minha solidariedade e apoio ao Companheiro Pedro, meu querido ”Pedro Novidade”, e toda sua Diretoria;  na expectativa de que este ato seja reconsiderado, em nome da liberdade de organização sindical e, sobretudo, em defesa do Estado Democrático de Direito.

 

Sobre a corrupção

por Tarso Genro: governador do Estado do Rio Grande do Sul.

Ao contrário do que torcem – e em parte patrocinam significativos setores da mídia – não está se abrindo uma crise com a instalação da CPI sobre a possível rede criminosa do contraventor Cachoeira. Abre-se, sim, uma extraordinária oportunidade de investigar a fundo, não só um caso concreto, mas os métodos, a cultura, a simbiose (às vezes espontânea e no mais das vezes deliberada), entre o sistema político, o Estado e as organizações criminosas politizadas. Estas, como já está provado, não só interferem na pauta administrativa dos governos, mas também na pauta política dos partidos e podem mancomunar-se com órgãos de imprensa para transitar, ou interesses de grupos econômicos -criminosos ou não- ou interesses dos diferentes partidos aos quais estes órgão são simpáticos.

Para que esta oportunidade seja aproveitada é necessário, porém, que a CPI tenha a predominância de parlamentares que não tenham medo. Não tenham medo de que o seu passado seja revelado – um passado complicado fragilizaria o resultado da CPI -, não tenham medo de ser achincalhados pela imprensa, pois à medida que contrariarem os interesses que ela defende serão ridicularizados por algum motivo ou atacados na sua honradez. Não tenham medo, sobretudo, de encontrar algum resíduo de envolvimento seu, na teia de interesses, manipulada pelo grupo ora apontado como criminoso.

Uma parte da esquerda, na defensiva em função do cerco a que foi submetida principalmente no primeiro governo do Presidente Lula, convenceu-se que as denúncias feitas pela imprensa não passavam de montagens para nos desgastar. Ora, é razoável supor que muitas denúncias são forjadas (em função de brigas entre empreiteiras, por exemplo, ou para desmoralizar lideranças que são importantes para os governos), mas tomar as denúncias como produto de uma conspiração é errado. É deixar de lado que o estado brasileiro, historicamente cartorial, bacharelesco, barroco nos seus procedimentos e forjado sob o patrocínio do nosso liberalismo pouco republicano, tem um sistema político-eleitoral e partidário, totalmente estimulante aos desvios de conduta e às condutas que propiciam a corrupção.

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Minhas impressões

Ao sair da Universidade, deparei-me com estas manifestações artísticas. Como não encontrei os autores, pus-me a pensar sobre os desenhos.

No primeiro, interpreto que o artista esclarece em qual momento sentimos a liberdade em plenitude, colocando-nos a refletir sobre ser possível vivermos absolutamente livres, desamarrados. Do ponto de vista filosófico, podemos rechear a reflexão com Alberto Camus (o absurdo da existência) e Sartre (liberdade e responsabilidade), dentre outros.

No segundo, interpreto que o artista defende a vida, como grande manifestação artística dos seres humanos. O nascimento, a gestação, a construção do ser, como arte. A maior de todas. Também, que não haverá arte sem os humanos.

 

Sobre a demolição da CEI – 1 / Vila Hortência / Sorocaba

Estudei na CEI-1 / Vila Hortência. Idos de 1988 e 1989.  Estou indignado!

 

O Prefeito argumenta que ali não havia valor arquitetônico, apenas afetivo. Como interpreto? Pouco importa os sentimentos e a vontade da população local?

Sim, a Casa do Cidadão é necessária. O Terminal de Ônibus, possivelmente. Mas, em outro lugar. Esta era a vontade das pessoas!

 

Ignorou a vontade da população. Aniquilou um pedaço poético, histórico e saudosista que havia no bairro.

 

Com a demolição da CEI-1, minha eterna e querida PEM-SO 1, caíram mais de sessenta anos de história. E se vai um pedaço da minha e de tantos outros milhares de sorocabanos.

 

Lembro-me do poeta Mario Quintana, sinto que morreu um pouco de mim:

 

Da primeira vez que me assassinaram

 

“Da vez primeira em que me assassinaram

Perdi um jeito de sorrir que eu tinha…

Depois, de cada vez que me mataram,

Foram levando qualquer coisa minha…

 

E hoje, dos meus cadáveres, eu sou

O mais desnudo, o que não tem mais nada…

Arde um toco de vela, amarelada…

Como o único bem que me ficou! (…)”

Sobre a Sociedade da Informação

O termo Zeitgeist, palavra de origem alemã, traduz-se como sendo o “espírito de uma época” ou o “espírito de um tempo”.

Define-se como o conjunto de valores, práticas, culturas e mentalidades de um determinado período histórico.

Para aqueles que pretendem entender mais sobre os tempos atuais, de modernidade liquida, segundo o sociólogo Zigmunt Bauman; tempos estes, também, conhecido como sociedade da informação, recomendo as seguintes leituras:

 

Cultura da Interface – Zahar

 

A Vida Digital – Cia das Letras

 

A Sociedade em Rede – Paz e Terra

Fonte: site da Uniso

Centro de atenção ao usuário de drogas oferece cursos


 

   Até o próximo sábado (07), estarão abertas as inscrições para quatro cursos gratuitos, promovidos pelo Centro de Referência em Educação na Atenção ao Usuário de Drogas (Cread), da região de Sorocaba.

   Ligado à Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e idealizado em parceria com a Uniso e outras instituições da Região, o Cread-Sorocaba é um dos 49 Centros Regionais de formação permanente no País, apoiados pela Secretaria Nacional de Política sobre Drogas (SENAD).

   O objetivo é “contribuir no aperfeiçoamento técnico, capacitando os diferentes profissionais que atuam nos Sistemas Únicos de Saúde (SUS) e de Assistência Social (SUAS) em relação à atenção aos que fazem uso indevido de drogas.”

   Os cursos acontecerão no Núcleo de Educação, Tecnologia e Cultura (ETC) da UFSCar, que fica na rua Maria Cinto de Biaggi, 130, Santa Rosália, próximo ao hipermercado Extra.

Confira aqui os cursos oferecidos e outras informações.

Abaixo-assinado em defesa do mandato de Luiz Carlos Prestes

Faça aqui a adesão ao abaixo-assinado da UJS em defesa do mandato de Luiz Carlos Prestes.

(Do Portal Vermelho)

A pedido de Maria Prestes, viúva do Cavaleiro da Esperança, o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) apresentou proposta declarando nula a decisão do Senado que cassou, em 1948, o mandato do senador Luiz Carlos Prestes. Inácio conclamou os brasileiros a se mobilizarem em torno da reparação dessa injustiça e para que o mandato seja devolvido ao primeiro parlamentar comunista a tomar assento no Senado.

O senador diz que “além da mácula jurídica e inconstitucionalidade existentes na Resolução da Mesa do Senado, há também uma mácula política de um ato antidemocrático de cassação de parlamentar eleito pelo povo. Esta proposta busca reparar esse duplo erro, fazendo Justiça à história e à nação brasileira”.

“Luiz Carlos Prestes foi uma das personalidades mais marcantes da história brasileira, até hoje reverenciada por suas atividades políticas e militares, caracterizadas pelo nacionalismo e pela defesa das camadas sociais oprimidas”, disse o senador ao apresentar a proposta.

Em 1945, Prestes foi eleito senador pelo Partido Comunista do Brasil, com 157.397 votos, a maior votação proporcional da história política brasileira até então. Após a promulgação da nova Constituição, em 18 de setembro de 1946, Luiz Carlos Prestes assumiu seu mandato de Senador, passando a fazer parte da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal.

Em 7 de maio de 1947, o Superior Tribunal Eleitoral (STE), por três votos a dois, cancelou o registro do Partido Comunista do Brasil. Um erro judiciário que manchou o regime democrático consagrado pela Constituição de 1946. De imediato, a direção do Partido Comunista recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão.

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Na USP, cinco décadas após o golpe, a ditadura volta a dar as caras

Da Rede Brasil Atual

A criação da superintendência de segurança, com contratação de militar reformado para ocupar o cargo, é a mais recente medida do reitor João Grandino Rodas para intensificar a repressão à comunidade da Universidade de São Paulo (USP). A opinião é de Jéssica Trinca, que juntamente com outros sete estudantes foi expulsa da universidade em dezembro passado sob acusação de ter participado da ocupação das dependências da Coordenadoria de Assistência Social.

“A universidade não é violenta. A militarização traz em sua essência a intensificação do controle e da repressão à ação política de estudantes, trabalhadores e professores”, diz Jéssica, que era aluna da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas e moradora do Conjunto Residencial da USP (Crusp).

Para a estudante, que teve negada a liminar para reintegração à universidade, o órgão cuja criação foi anunciada ontem (29) terá como alvo a comunidade São Remo, o próprio Crusp e outros espaços que abriguem manifestações políticas. “Soubemos por fonte segura que os doze estudantes presos em fevereiro passado durante reintegração de posse de parte do bloco G (do Crusp) também serão expulsos”, diz.

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