Bacaroço

Sorocaba: cidade caroço. Macondo perdida no século XXI. Governada há séculos por caçadores de índios, pervertidos e tucanos em geral. Discussão sobre os problemas da cidade, para mudá-la radicalmente - agora confrontarão-se com o Caroço. Parte dura de certos frutos, que engasga. E contém a semente. Semente do futuro. Ou apenas sêmen desperdiçado.

Um ex-tabagista.

Decidi parar de fumar. Há muito, vinha pensando sobre isso.

Dias destes, ao me deitar no sofá da sala de casa, senti minhas costas arderem. Queimavam.
Certamente, não era a coluna; estava na altura dos pulmões.

Nenhuma das alegações me convencia – emocionalmente – a parar de fumar: desde as psicanalíticas, como as razões desta fixação oral ou o significado deste objeto transicional, até as relacionadas ao conceito “vida saudável”.

Tenho claro o que me motivou a jogar minha caixinha de cigarros no cesto de lixo e não mais fumar. Foi um medo único, daqueles que ninguém escapa: o medo da morte.

Venci a tudo e a todos, nem Dráuzio Varella e sua campanha anti-tabagista tiravam meu sono. Fumava mesmo. Com prazer.

Não são poucas as correntes filosóficas que discutem as angústias relacionadas ao medo da morte.
A finitude. O desaparecimento. O nunca mais.

Desde os pré-socráticos aos filósofos contemporâneos. Cada qual deu sua apitadinha no tema.

Pois bem, muito me agrada a tese de que devemos nos fazer eternos. A sensação de sermos sempre lembrados, alivia. A ideia de que mesmo ausente, está presente . Ter filhos é um bom exemplo disso. Plantar uma árvore ou escrever um livro, também.

Ao refletir sobre a responsabilidade por minha morte, pois quem fuma comete dolo eventual contra si mesmo, na medida em que assume o risco morte; decidi que quero viver muito, mas muito mesmo. Como diria Rubem Alves: “minha alma tem pressa”, quero realizar mais sonhos, obter mais conquistas e conhecer mais pessoas, lugares e etc.

E se a morte quiser me levar. Paciência!

Mas que fique claro: será contra a minha vontade!

A estética da modernidade líquida – o descontínuo século XXI

 
A estética é definida como o estudo das condições e dos efeitos da criação artística (Dicionário Aurélio), a estética é um campo da Filosofia no qual se estuda a ideia de beleza (e de sua oposição, a feiura) e tudo aquilo que constitui a arte.
 
Assim, a ideia de belo ou sublime nos remete a um dado momento histórico-cultural da sociedade. É um conceito de época, de valor moral.
 
No Renascimento, as mulheres mais bonitas e saudáveis eram as gordinhas.
Determinados autores, de momentos histórico-culturais diferentes, defenderam que a ideia de belo está na singularidade, isto é, na forma como cada indivíduo absorve e sente aquilo que ouve, vê, toca, cheira.
 

Contra a censura na Internet

 

Ganharam força esta semana na web os protestos contra o projeto da Lei de Combate à Pirataria Online (Stop Online Piracy Act), organizados por ativistas e internautas do Brasil e do mundo inteiro, buscando impedir a aprovação do projeto pelo Congresso dos EUA.

Os ativistas têm usado a palavra chave #StopSOPA em todas as manifestações sobre o assunto, que tem sido um dos tópicos mais comentados nesta quarta-feira (18), data escolhida mundialmente para concentrar os protestos contra o que está sendo considerado uma tentativa de censurar a Internet.

O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Teixeira (SP), critica o projeto e elogia a ação dos internautas. “A indústria do direito autoral quer aprisionar a Internet para defender os seus interesses. É uma tendência nos EUA e no Brasil também, como ilustra a ‘Lei Azeredo’. Felizmente a sociedade e os ativistas na rede estão atentos e ativos nos protestos, porque não podemos aceitar essa lei, que fere a liberdade de expressão na Internet”, disse o líder petista.

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