Bacaroço

Sorocaba: cidade caroço. Macondo perdida no século XXI. Governada há séculos por caçadores de índios, pervertidos e tucanos em geral. Discussão sobre os problemas da cidade, para mudá-la radicalmente - agora confrontarão-se com o Caroço. Parte dura de certos frutos, que engasga. E contém a semente. Semente do futuro. Ou apenas sêmen desperdiçado.

Pirateiem meus livros

Em meados do século 20, começaram a circular na antiga União Soviética vários livros mimeografados questionando o sistema político. Seus autores jamais ganharam um centavo de direitos autorais. Pelo contrário: foram perseguidos, desmoralizados na imprensa oficial, exilados para os famosos gulags na Sibéria. Mesmo assim, continuaram escrevendo.

Por quê? Porque precisavam dividir o que sentiam. Dos Evangelhos aos manifestos políticos, a literatura permitiu que ideias pudessem viajar e, eventualmente, transformar o mundo.

Nada contra ganhar dinheiro com livros: eu vivo disso. Mas o que ocorre no presente? A indústria se mobiliza para aprovar leis contra a “pirataria intelectual”. Dependendo do país, o “pirata” – ou seja, aquele que está propagando arte na rede – poderá terminar na cadeia.

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A privataria tucana

Com 200 páginas e 16 capítulos que jamais deixam cair seu contundente interesse, PRIVATARIA TUCANA é o resultado final de anos de investigações do repórter Amaury Ribeiro Jr. na senda da chamada Era das Privatizações, promovida pelo governo Fernando Henrique Cardoso, por intermédio de seu ministro do Planejamento, ex-governador de São Paulo, José Serra. A expressão “privataria”, cunhada pelo jornalista Elio Gaspari e utilizada por Ribeiro Jr., faz um resumo feliz e engenhoso do que foi a verdadeira pirataria praticada com o dinheiro público em benefício de fortunas privadas, por meio das chamadas “offshores”, empresas de fachada do Caribe, região tradicional e historicamente dominada pela pirataria.

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Núcleo 13 declara apoio a Iara Bernardi

 
Contribuição do Núcleo 13 sobre a conjuntura eleitoral em Sorocaba

Em que pese o preocupante cenário da crise do capitalismo mundial, que tem sofrido nos últimos anos as sérias consequências do período de idolatria ao modelo neoliberal, e levando-se em consideração a possibilidade de reflexos na economia brasileira, há uma clara tendência de iniciarmos o ano eleitoral de 2012 com altos índices de aprovação ao governo Dilma. Há, também, a chance de termos, nesse fato, algo importante no que se refere à transferência de parte dessa popularidade às candidaturas petistas que reúnam afinidade com nosso projeto nacional, o que por si só configura um cenário positivo à nossa campanha em Sorocaba.

Soma-se a isso, em nosso município, o fato de que enfrentaremos um cenário com condições objetivas favoráveis, tendo em vista a divisão clara das forças de direita e o próprio desgaste do projeto por elas liderado. Nesta crise de nossos adversários, a ausência de alternância no poder vem expondo à cidade os vícios e defeitos que, nos últimos anos, derrubaram importantes secretários municipais.

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A tinta vermelha: discurso de Slavoj Žižek aos manifestantes do movimento Occupy Wall Street

Não se apaixonem por si mesmos, nem pelo momento agradável que estamos tendo aqui. Carnavais custam muito pouco – o verdadeiro teste de seu valor é o que permanece no dia seguinte, ou a maneira como nossa vida normal e cotidiana será modificada. Apaixone-se pelo trabalho duro e paciente – somos o início, não o fim. Nossa mensagem básica é: o tabu já foi rompido, não vivemos no melhor mundo possível, temos a permissão e a obrigação de pensar em alternativas. Há um longo caminho pela frente, e em pouco tempo teremos de enfrentar questões realmente difíceis – questões não sobre aquilo que não queremos, mas sobre aquilo que QUEREMOS. Qual organização social pode substituir o capitalismo vigente? De quais tipos de líderes nós precisamos? As alternativas do século XX obviamente não servem.

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O casamento entre a democracia e o capitalismo acabou

*Slavoj Zizek

Durante o crash financeiro de 2008, foi destruída mais propriedade privada, ganha com dificuldades, do que se todos nós aqui estivéssemos a destruí-la dia e noite durante semanas. Dizem que somos sonhadores, mas os verdadeiros sonhadores são aqueles que pensam que as coisas podem continuar indefinidamente da mesma forma.

Não somos sonhadores. Somos o despertar de um sonho que está se transformando num pesadelo. Não estamos destruindo coisa alguma. Estamos apenas testemunhando como o sistema está se autodestruindo.

Todos conhecemos a cena clássica do desenho animado: o coiote chega à beira do precipício, e continua a andar, ignorando o fato de que não há nada por baixo dele. Somente quando olha para baixo e toma consciência de que não há nada, cai. É isto que estamos fazendo aqui.

Estamos a dizer aos rapazes de Wall Street: “hey, olhem para baixo!”

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PCdoB anuncia aliança com Amary; Gabriel Bitencourt não é mais filiado ao partido.

O PCdoB apoiará o ex-prefeito Renato Amary nas próximas eleições municipais. A decisão surpreende: além de tradicional aliado do PT em Sorocaba, a legenda abrigava o ambientalista Gabriel Bitencourt, um dos principais adversários do governo Amary.

Algumas das condenações que sofreu o camarada Renato se originaram em ações ou denúncias feitas pelo então vereador Gabriel Bitencourt. Aliás, justiça seja feita, Gabriel foi o melhor vereador que nossa cidade já teve, no período posterior a redemocratização. Tomei a liberdade de questioná-lo sobre a aliança com Amary. De forma bastante madura, Gabriel esclareceu que está refletindo para melhor se posicionar sobre o assunto, que desconhecia as negociações com o PMDB e – mais importante -, que não é mais filiado ao PCdoB ou a qualquer outro partido.

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